{"id":152564,"date":"2019-06-20T00:00:08","date_gmt":"2019-06-20T03:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/?p=152564"},"modified":"2019-06-19T20:56:30","modified_gmt":"2019-06-19T23:56:30","slug":"a-fotografa-que-retrata-as-arvores-mais-antigas-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/clipping\/2019\/06\/20\/152564-a-fotografa-que-retrata-as-arvores-mais-antigas-do-mundo.html","title":{"rendered":"A fot\u00f3grafa que retrata as \u00e1rvores mais antigas do mundo"},"content":{"rendered":"\n
\"\u00c1rvore
A fot\u00f3grafa Beth Moon se dedica h\u00e1 20 anos a fotografar \u00e1rvores antigas em seu projeto Portraits of Time<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

A\u00a0fot\u00f3grafa\u00a0americana Beth Moon, de 63 anos, vivia em Londres em 1999, quando, durante uma viagem pelo interior, uma enorme \u00e1rvore no jardim de uma igreja chamou sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Era um teixo com tronco de mais de dez metros de circunfer\u00eancia e uma idade estimada em 1,5 mil anos. “Fiquei impressionada e intrigada. N\u00e3o tinha ideia de que \u00e1rvores podem viver por tanto tempo”, diz Moon.<\/p>\n\n\n\n

Este foi o ponto de partida para o projeto mais longo de sua carreira, iniciado naquele mesmo ano. No trabalho batizado de\u00a0Portraits of Time\u00a0<\/em>(Retratos do Tempo, em tradu\u00e7\u00e3o livre), ela se dedica a fotografar \u00e1rvores antigas.<\/p>\n\n\n\n

A busca de Moon por estes exemplares j\u00e1 a levou a rodar por \u00c1sia, Europa, Estados Unidos, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n

Ela conta que muitas das \u00e1rvores que fotografou t\u00eam uma hist\u00f3ria interessante, como o carvalho Rainha Elizabeth. Ele foi batizado em homenagem \u00e0 rainha Elizabeth 1\u00aa, porque a monarca costumava tomar ch\u00e1 sob ele, diz Moon.<\/p>\n\n\n\n

\"\u00c1rvore
Na \u00c1frica, Moon escolheu fotografar \u00e1rvores em meio \u00e0s estrelas ap\u00f3s estudar sobre a influ\u00eancia do cosmos no crescimento destas plantas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Outro exemplo que a marcou foi a um enorme baob\u00e1 chamado Sagole, o maior exemplar da esp\u00e9cie na \u00c1frica do Sul. “Ele era usado como esconderijo por pessoas que lutavam contra o apartheid nos anos 1970”, afirma a fot\u00f3grafa.<\/p>\n\n\n\n

O que define uma \u00e1rvore antiga?<\/h2>\n\n\n\n

Moon explica que a defini\u00e7\u00e3o de “antiga” varia de acordo com cada esp\u00e9cie de \u00e1rvore. O termo \u00e9 aplicado a um carvalho quando ele tem de 600 a 900 anos de idade, diz a fot\u00f3grafa.<\/p>\n\n\n\n

“Eles raramente vivem mais que mil anos. Carvalhos com 300 a 600 anos de idade s\u00e3o chamados de veteranos.”<\/p>\n\n\n\n

Mas outras \u00e1rvores vivem por muito mais tempo do que isso, segundo Moon, como o pinheiro bristlecone, sequ\u00f3ias e baob\u00e1s, por exemplo. “Estas \u00e1rvores crescem por mais de 1 mil anos, e algumas delas, chegam a 4 mil anos.”<\/p>\n\n\n\n

\"\u00c1rvore
Moon explica que a defini\u00e7\u00e3o de ‘antiga’ varia de acordo com cada esp\u00e9cie de \u00e1rvore<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Moon diz que baseia seu trabalho em uma extensa pesquisa em que conjuga livros de bot\u00e2nica com obras de hist\u00f3ria. Por vezes, recebe dicas de viajantes que conheceram \u00e1rvores antigas ao rodar pelo mundo.<\/p>\n\n\n\n

Ela escolhe as \u00e1rvores que fotografa com base em alguns crit\u00e9rios, como sua idade, tamanho excepcional ou interesse hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n

Noites de diamante<\/h2>\n\n\n\n

“Em 2013, eu soube de dois estudos cient\u00edficos que relacionavam o tamanho das \u00e1rvores \u00e0 luz das estrelas, e achei essa sinergia muito intrigante”, diz Moon.<\/p>\n\n\n\n

Ela se refere ao trabalho de pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Esc\u00f3cia, que mostrou que \u00e1rvores crescem mais em locais onde n\u00edveis maiores de radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica atingem a superf\u00edcie do planeta.<\/p>\n\n\n\n

Os cientistas conclu\u00edram que isso tem um impacto maior sobre o tamanho de uma \u00e1rvore que a m\u00e9dia de temperatura anual ou de chuvas.<\/p>\n\n\n\n

\"\u00c1rvore
A fot\u00f3grafa faz um alerta: grandes \u00e1rvores antigas est\u00e3o padecendo diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Moon tamb\u00e9m usou como refer\u00eancia o livro Vortex of Life <\/em>(Vortex da Vida<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre), em que o matem\u00e1tico Lawrence Edwards mostra como bot\u00f5es das \u00e1rvores mudavam de forma e tamanho em ciclos regulares durante todo o inverno em correla\u00e7\u00e3o direta com a movimenta\u00e7\u00e3o da Lua e dos planetas.<\/p>\n\n\n\n

Nesta \u00e9poca, ela estava planejando uma viagem \u00e0 \u00c1frica e decidiu incluir essa descoberta em suas fotografias na s\u00e9rie Diamond Nights <\/em>(Noites de Diamante<\/em>, em tradu\u00e7\u00e3o livre), em que retratou grandes \u00e1rvores em locais remotos do continente africano, em noites sem lua, para que a luz das estrelas ficasse evidente nos retratos.<\/p>\n\n\n\n

\"\u00c1rvore
‘Testemunhar a morte de algumas de nossas \u00e1rvores mais antigas \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 inesperado, mas devastador’, diz Moon<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n

Foi tamb\u00e9m na \u00c1frica que ela descobriu um fato sobre as \u00e1rvores antigas que a deixou preocupada. Nos pa\u00edses mais ao sul, diz a fot\u00f3grafa, elas sofreram com a ocorr\u00eancia de menos chuvas e o aumento das temperaturas por conta das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n

“Grandes baob\u00e1s, muitas vezes reverenciados pelos locais e considerados sagrados, que servem como o ponto central de um vilarejo ou um ponto de encontro, simplesmente desabaram”, diz Moon.<\/p>\n\n\n\n

“Quando comecei esse projeto, pensava nestas \u00e1rvores como seres fortes e resistentes, quase imortais, e testemunhar duas d\u00e9cadas depois a morte de algumas de nossas \u00e1rvores mais antigas \u00e9 n\u00e3o apenas inesperado, mas devastador.”<\/p>\n\n\n\n

Fonte: BBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

A fot\u00f3grafa americana Beth Moon, de 63 anos, vivia em Londres em 1999, quando, durante uma viagem pelo interior, uma enorme \u00e1rvore no jardim de uma igreja chamou sua aten\u00e7\u00e3o. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":3,"featured_media":152565,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[640,46,1142],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152564"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152564"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152564\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152567,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152564\/revisions\/152567"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152565"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}