{"id":167231,"date":"2021-02-05T14:00:41","date_gmt":"2021-02-05T17:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/?p=167231"},"modified":"2021-02-05T14:36:24","modified_gmt":"2021-02-05T17:36:24","slug":"estudo-descobre-bacteria-que-pode-ajudar-na-limpeza-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/clipping\/2021\/02\/05\/167231-estudo-descobre-bacteria-que-pode-ajudar-na-limpeza-dos-oceanos.html","title":{"rendered":"Estudo descobre bact\u00e9ria que pode ajudar na limpeza dos oceanos"},"content":{"rendered":"\n
Vazamentos, derramamentos e\u00a0outras contamina\u00e7\u00f5es\u00a0por\u00a0petr\u00f3leo<\/a>\u00a0s\u00e3o a principal forma de introdu\u00e7\u00e3o de\u00a0hidrocarbonetos\u00a0no oceano<\/a> \u2013 e, como consequ\u00eancia, gerando um tremendo\u00a0impacto ambiental.<\/p>\n\n\n\n Por\u00e9m, pesquisadores da Universidade Santa Barbara (UCSB) descobriram que que certas cianobact\u00e9rias produzem compostos semelhantes aos produtos petrol\u00edferos, num\u00a0ciclo global\u00a0e di\u00e1rio que pode nos ajudar a lidar melhor com a polui\u00e7\u00e3o causada pelo \u00f3leo no mar.<\/p>\n\n\n\n Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n\n\n \u201cDemonstramos que existe um ciclo de hidrocarbonetos massivo e r\u00e1pido que ocorre no oceano e que \u00e9 diferente da sua capacidade responder \u00e0 entrada de petr\u00f3leo\u201d, afirma David Valentine, professor do Departamento de Ci\u00eancias da Terra na UCSB. A pesquisa,\u00a0publicada na\u00a0Nature Microbiology<\/em>, foi liderada por seus alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Eleanor Arrington e Connor Love.<\/p>\n\n\n\n Devido ao seu vasto n\u00famero nos oceanos, apenas dois tipos de cianobact\u00e9rias marinhas adicionam \u201c500 vezes mais hidrocarbonetos ao oceano<\/a> por ano do que a soma de todos os outros tipos de entradas de petr\u00f3leo<\/a>\u201d, explica Love. Esses micr\u00f3bios produzem coletivamente 300 milh\u00f5es a 600 milh\u00f5es de toneladas do hidrocarboneto pentadecano por ano.<\/p>\n\n\n\n Essa quantidade supera as 1,3 milh\u00e3o de toneladas de hidrocarbonetos liberados de todas as outras fontes, incluindo o \u00f3leo natural vazado, derramamentos de \u00f3leo, despejo de combust\u00edvel e escoamento da terra.<\/p>\n\n\n\n Embora essas quantidades sejam impressionantes, elas s\u00e3o um pouco enganosas. Os autores apontam que o ciclo pentadecano abrange 40% ou mais da superf\u00edcie da Terra, mas o ciclo de vida dessas bact\u00e9rias<\/a> \u00e9 inferior a dois dias. Como resultado, os pesquisadores estimam que o oceano<\/a> cont\u00e9m apenas cerca de 2 milh\u00f5es de toneladas de pentadecano por vez.<\/p>\n\n\n\n \u201c\u00c9 uma roda que gira r\u00e1pido\u201d, explica Valentine, \u201ca quantidade real presente em qualquer ponto no tempo n\u00e3o \u00e9 particularmente grande. A cada dois dias voc\u00ea produz e consome todo o pentadecano do oceano\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n Essa capacidade de absor\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos pode ser explorada para conter a polui\u00e7\u00e3o que envolve petr\u00f3leo<\/a> derramado nos oceanos. \u201cO petr\u00f3leo \u00e9 diferente do pentadecano\u201d, afirma Valentine, \u201ce voc\u00ea precisa entender quais s\u00e3o as diferen\u00e7as e quais compostos realmente constituem o petr\u00f3leo, para entender como os micr\u00f3bios do oceano<\/a> v\u00e3o responder a ele\u201d.<\/p>\n\n\n\n A cianobact\u00e9ria analisada no estudo, em particular, n\u00e3o se mostrou eficiente na limpeza de \u00f3leo no mar. Mas os pesquisadores acreditam que outros tipos podem ser capazes de decompor produtos petrol\u00edferos complexos \u2013 especialmente os que tendem a viver em maior abund\u00e2ncia perto de vazamentos naturais de \u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n \u201cOs microrganismos que analisamos respondem por impressionantes 40% da superf\u00edcie da Terra. Mas, ignorando os continentes, ainda sobra 30% do planeta para explorar outros ciclos de biohidrocarbonetos\u201d, avalia Valentine. Para o pesquisador, a produ\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos biol\u00f3gicos tamb\u00e9m \u00e9 um avan\u00e7o nos esfor\u00e7os para desenvolver a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de\u00a0energia verde.<\/p>\n\n\n\n Fonte: Olhar Digital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Pesquisadores descobriram que que certas cianobact\u00e9rias produzem compostos semelhantes aos produtos petrol\u00edferos, que pode nos ajudar a lidar com a polui\u00e7\u00e3o causada pelo \u00f3leo no mar. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":3,"featured_media":167233,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[2233,2886,474],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167231"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167231"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167231\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":167234,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167231\/revisions\/167234"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media\/167233"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}