{"id":38460,"date":"2008-05-28T01:00:00","date_gmt":"2008-05-28T01:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-05-28T01:00:00","modified_gmt":"2008-05-28T01:00:00","slug":"exclusivo-fragmentacao-da-mata-atlantica-ameaca-sobrevivencia-de-sua-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/exclusivas\/2008\/05\/28\/38460-exclusivo-fragmentacao-da-mata-atlantica-ameaca-sobrevivencia-de-sua-biodiversidade.html","title":{"rendered":"EXCLUSIVO: Fragmenta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica amea\u00e7a sobreviv\u00eancia de sua biodiversidade"},"content":{"rendered":"
M\u00f4nica Pinto \/ AmbienteBrasil<\/strong><\/p>\n Ontem, no Dia Nacional da Mata Atl\u00e2ntica, uma informa\u00e7\u00e3o preocupante em rela\u00e7\u00e3o ao bioma foi externada pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica em entrevista coletiva online: a fragmenta\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 um processo extremamente cr\u00edtico, que agrava a prote\u00e7\u00e3o da rica biodiversidade que ele abriga.<\/p>\n Esse foi um dos dados diagnosticados a partir dos levantamentos empreendidos para formata\u00e7\u00e3o do \u201cAtlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, estudo que a entidade divulgou ontem, num trabalho concretizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). <\/p>\n Pelo estudo, a \u00e1rea original do bioma est\u00e1 reduzida a 7,26% de sua cobertura original, ou seja, 97.596 km2. Este n\u00famero totaliza os fragmentos acima de 100 hectares, ou 1km2, distribu\u00eddos em 17.875 pol\u00edgonos, e t\u00eam como base o mapeamento de 98% do bioma Mata Atl\u00e2ntica, em 16 dos 17 Estados onde ocorre (PE, AL, SE, BA, ES, GO, MS, MG, RJ, SP, PR, SC, RS, CE, PR, RN e PI), incluindo dados levantados pela ONG Sociedade Nordestina de Ecologia nos estados do Cear\u00e1, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Apenas o Piau\u00ed n\u00e3o teve a \u00e1rea da Mata Atl\u00e2ntica avaliada. <\/p>\n Somando todos os fragmentos acima de 3 hectares, existem hoje na Mata Atl\u00e2ntica 234.106 pol\u00edgonos, que totalizam 142.472 km2, ou seja, 10,6% de florestas nativas. <\/p>\n \u201cMais de 25 mil pol\u00edgonos s\u00e3o menores do que 5 hectares, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia dos esfor\u00e7os na restaura\u00e7\u00e3o florestal da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, explica Marcia Hirota, diretora de Gest\u00e3o do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atl\u00e2ntica. \u201cDevido \u00e0 extrema fragmenta\u00e7\u00e3o de alguns trechos, principalmente nas regi\u00f5es interioranas, a interliga\u00e7\u00e3o entre as florestas nativas torna-se primordial para garantir a prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade deste bioma\u201d, adverte. <\/p>\n Os dados apresentados para o per\u00edodo de 2000-2005 confirmam a redu\u00e7\u00e3o de 69% na taxa de desmatamento comparada com o per\u00edodo anterior, de 1995 a 2000. No entanto, o estudo indicou aumento no ritmo de desmatamento nos dois \u00faltimos anos, tend\u00eancia \u201cmuito preocupante\u201d na avalia\u00e7\u00e3o de Marcia Hirota. <\/p>\n No per\u00edodo de 2000 a 2005, em n\u00fameros absolutos, o estado de Santa Catarina foi campe\u00e3o de desmatamento, suprimindo 45.530 hectares de Mata Atl\u00e2ntica. Minas Gerais vem em seguida, tendo desmatado 41.349 hectares; a Bahia est\u00e1 em terceiro lugar, desmatando 36.040 hectares. A lista prossegue com Paran\u00e1, 28.238 hectares; Mato Grosso do Sul, 10.560 hectares; S\u00e3o Paulo, 4.670 hectares; Goi\u00e1s, 4.059 hectares; Rio Grande do Sul, 2.975 hectares; Esp\u00edrito Santo, 778 hectares, e, finalmente, Rio de Janeiro, com 628 hectares. <\/p>\n As informa\u00e7\u00f5es divulgadas ontem inclu\u00edram uma an\u00e1lise para o per\u00edodo de 2005-2007 dos 51 munic\u00edpios apresentados como mais cr\u00edticos em 2000-2005. O munic\u00edpio que mais perdeu cobertura vegetal nativa no per\u00edodo foi Mafra (SC), que desmatou 1.735 hectares, seguido de Itai\u00f3polis (SC), que suprimiu 1.076 hectares, e de Santa Cec\u00edlia, tamb\u00e9m em SC, que desmatou 1.032 hectares. Na continuidade dessa lista lament\u00e1vel, figuram ainda os seguintes munic\u00edpios, com as respectivas \u00e1reas desmatadas: Tremedal (BA, 927 ha), Coronel Domingos Soares (PR, 369 ha); Ninheira (MG, 899 ha), Bituruna (PR, 789 ha), e Bom Jesus da Lapa (BA, 796 ha). <\/p>\n Imprensa<\/strong><\/p>\n Na entrevista coletiva, da qual participaram tamb\u00e9m Fl\u00e1vio Ponzoni, coordenador t\u00e9cnico do estudo pelo INPE; e Mario Mantovani, diretor de Mobiliza\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, Marcia Hirota comentou a responsabilidade dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o no trabalho de conscientizar quanto \u00e0 miss\u00e3o de preservar o bioma. \u201cA imprensa tem sido uma aliada e tem um papel importante na nossa causa. Ela traduz nossos jarg\u00f5es e leva para a sociedade a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. A cobertura tem melhorado e muitos jornalistas t\u00eam investido em sua forma\u00e7\u00e3o\u201d, disse. <\/p>\n AmbienteBrasil<\/strong> perguntou a Fl\u00e1vio Ponzoni se, diante das evid\u00eancias de que tais esfor\u00e7os n\u00e3o t\u00eam surtido o efeito desejado, n\u00e3o seria interessante investir na divulga\u00e7\u00e3o de nichos rent\u00e1veis na explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do bioma, a exemplo de potenciais propriedades medicinais de sua flora. A estrat\u00e9gia seria a de visualizar uma lucratividade na floresta em p\u00e9, condi\u00e7\u00e3o mais sedutora aos setores que colocam o lucro acima da conserva\u00e7\u00e3o ambiental. <\/p>\n Em termos bem claros: talvez a \u00fanica sa\u00edda para proteger o bioma seja mostrar que essa prote\u00e7\u00e3o vale dinheiro. Fl\u00e1vio Ponzoni concordou com essas potencialidades da Mata Atl\u00e2ntica, mas ressalvou que, at\u00e9 hoje, esse interesse, ao inv\u00e9s de resguard\u00e1-la, contribuiu para acelerar sua devasta\u00e7\u00e3o. \u201cA sociedade n\u00e3o percebe isso porque n\u00e3o foi educada a perceber. A miopia de todos contribui muito para estarmos perdendo tudo\u201d, colocou. <\/p>\n Clique aqui para acessar a Atlas no portal da SOS Mata Atl\u00e2ntica<\/strong><\/a>. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" \u201cAtlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, divulgado ontem, no Dia Nacional do bioma, exp\u00f4e munic\u00edpios que mais desmataram. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[76],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38460"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38460\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}