{"id":94987,"date":"2013-06-05T00:00:35","date_gmt":"2013-06-05T03:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/?p=94987"},"modified":"2013-06-04T20:54:21","modified_gmt":"2013-06-04T23:54:21","slug":"sera-que-utilizamos-apenas-10-de-nosso-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/clipping\/2013\/06\/05\/94987-sera-que-utilizamos-apenas-10-de-nosso-cerebro.html","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que utilizamos apenas 10% de nosso c\u00e9rebro?"},"content":{"rendered":"

Um dos mitos mais conhecidos sobre o c\u00e9rebro \u00e9 o de que utilizamos apenas 10% de sua capacidade. \u00c9 uma ideia atraente, pois sugere que poder\u00edamos ser muito mais inteligentes, bem sucedidos e criativos se consegu\u00edssemos aproveitar os outros 90% que podemos estar desperdi\u00e7ando.<\/p>\n

Infelizmente, isso n\u00e3o \u00e9 verdade. N\u00e3o \u00e9 bem claro a que se referem esses tais 10% de utiliza\u00e7\u00e3o. Se a afirma\u00e7\u00e3o se refere a 10% de regi\u00f5es cerebrais, \u00e9 f\u00e1cil de ser refutada.<\/p>\n

Usando uma t\u00e9cnica chamada imagem de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional, neurocientistas podem identificar as partes to c\u00e9rebro que s\u00e3o ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo. <\/p>\n

Uma simples a\u00e7\u00e3o, como abrir e fechar a m\u00e3o ou dizer algumas poucas palavras, requer uma atividade de muito mais de uma d\u00e9cima parte do c\u00e9rebro. Mesmo quando se sup\u00f5e que a pessoa n\u00e3o est\u00e1 fazendo nada, o c\u00e9rebro est\u00e1 trabalhando bastante, controlando fun\u00e7\u00f5es como respira\u00e7\u00e3o, atividade card\u00edaca ou mem\u00f3ria.<\/p>\n

Nada ocioso <\/strong>– Se os 10% mencionados se referirem ao n\u00famero de c\u00e9lulas do c\u00e9rebro, ainda assim a afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o procede.<\/p>\n

Quando qualquer c\u00e9lula nervosa deixa de ser utilizada ela se degenera e morre ou \u00e9 colonizada por outras \u00e1reas vizinhas. N\u00e3o permitimos que as c\u00e9lulas de nosso c\u00e9rebro fiquem ociosas. Elas s\u00e3o valiosas demais.<\/p>\n

Segundo o neurocientista Sergio Della Sala, o c\u00e9rebro necessita de muitos recursos. Manter o tecido cerebral consome 20% de todo o oxig\u00eanio que respiramos.<\/p>\n

Como pode ent\u00e3o uma ideia sem fundamento biol\u00f3gico ou fisiol\u00f3gico ter conseguido se espalhar desse jeito?<\/p>\n

\u00c9 dif\u00edcil rastrear a fonte original do mito.<\/p>\n

O psic\u00f3logo e fil\u00f3sofo norte-americano William James escreveu no livro As energias do homem que “utilizamos somente uma pequena parte de nossos poss\u00edveis recursos mentais e f\u00edsicos”.<\/p>\n

Ele pensava que as pessoas podiam progredir mais, por\u00e9m n\u00e3o se referia ao volume do c\u00e9rebro nem \u00e0 quantidade de c\u00e9lulas, tampouco a uma porcentagem espec\u00edfica.<\/p>\n

A refer\u00eancia aos 10% \u00e9 feita em um pr\u00f3logo da edi\u00e7\u00e3o de 1936 do popular livro de Dale Carnegie Como ganhar amigos e influenciar pessoas. Algumas pessoas dizem que Albert Einstein foi a fonte da afirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n

Della Sala tem tentado encontrar essa cita\u00e7\u00e3o, mas ningu\u00e9m que trabalha no arquivo Albert Einstein p\u00f4de sequer confirmar que tenha existido. Parece mais um outro mito.<\/p>\n

Zona duvidosa <\/strong> – Existem dois fen\u00f4menos que talvez possam explicar o mal-entendido.<\/p>\n

Nove de cada dez c\u00e9lulas do c\u00e9rebro s\u00e3o do tipo neur\u00f3glias ou c\u00e9lulas gliais, que s\u00e3o c\u00e9lulas de apoio, que prov\u00eam assist\u00eancia f\u00edsica e nutricional. Os outros 10% das c\u00e9lulas s\u00e3o os neur\u00f4nios, que se encarregam de “pensar”.<\/p>\n

Assim, talvez as pessoas tenham interpretado que os 10% das c\u00e9lulas que se ocupam do trabalho duro de pensar poderiam aproveitar tamb\u00e9m as neur\u00f3glias para aumentar a capacidade cerebral pensante. S\u00f3 que essas c\u00e9lulas s\u00e3o totalmente distintas e n\u00e3o podem simplesmente se transformar em neur\u00f4nios para nos dar mais pot\u00eancia mental.<\/p>\n

Existem os 10% que pensam, e os 90% que ajudam a pensar.<\/p>\n

H\u00e1 no entanto, um grupo de pacientes, cujas imagens do c\u00e9rebro revelaram algo extraordin\u00e1rio.<\/p>\n

Em 1980, um pediatra brit\u00e2nico chamado John Lorber mencionou na revista Science que alguns dos pacientes com hidrocefalia, que tinham muito pouco tecido cerebral, ainda assim tinham um c\u00e9rebro que podia funcionar.<\/p>\n

O caso, sem d\u00favida, demonstra que todos n\u00f3s podemos usar nossos c\u00e9rebros para fazer mais coisas do que sabemos, j\u00e1 que \u00e9 sabido que as pessoas se adaptam a circunst\u00e2ncias extraordin\u00e1rias.<\/p>\n

\u00c9 certo, claro, que se nos propusermos, podemos aprender coisas novas. E cada vez h\u00e1 mais evid\u00eancia que mostra que nosso c\u00e9rebro muda. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 que estejamos explorando uma nova \u00e1rea do c\u00e9rebro. Acredita-se que quando novas conex\u00f5es entre as c\u00e9lulas nervosas s\u00e3o feitas, perdemos velhas conex\u00f5es quando j\u00e1 n\u00e3o as necessitamos.<\/p>\n

O que mais intriga neste mito \u00e9 que ele pode ter nascido e se cristalizado com base em informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 correta.<\/p>\n

Talvez falar em 10% seja uma forma atrativa porque oferece um potencial enorme para se melhorar.<\/p>\n

Todos queremos ser melhores. E podemos, se nos cuidarmos.<\/p>\n

Por\u00e9m nunca vai acontecer de encontramos uma por\u00e7\u00e3o de nosso c\u00e9rebro em desuso. (Fonte: Portal iG)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Cientistas desmentem mito e afirmam que todas as regi\u00f5es cerebrais s\u00e3o ativadas durante a vida cotidiana. <\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[36],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94987"}],"collection":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=94987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/94987\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=94987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=94987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/localhost\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=94987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}