As cinco pessoas que eram mantidas reféns por um grupo de índios guajajaras em Alto Alegre do Pindaré (318 km São Luís), no Maranhão, foram libertadas nesta quinta-feira (9) após negociação feita por servidores da Funai – Fundação Nacional do Índio.
Os guajajaras liberaram também a estrada de ferro Carajás, cuja concessão pertence à Companhia Vale do Rio Doce, que estava bloqueada desde a manhã de terça-feira (7) por cerca de 350 índios.
Pelo menos quatro dos cinco reféns são funcionários da Vale que foram conversar com os índios no local da interdição, segundo informação da Polícia Federal. A ferrovia transporta passageiros e minério de ferro entre a serra dos Carajás (PA) e o porto em São Luís.
Os índios bloquearam a ferrovia para chamar a atenção para os problemas no atendimento à saúde. Segundo os guajajara, há falta de remédios e de combustível para transportar os índios doentes das aldeias às cidades.
Funai – Segundo uma nota divulgada pela Funasa – Fundação Nacional de Saúde, órgão responsável pela saúde indígena, foi publicada nesta quinta-feira uma portaria que dá maior autonomia ao Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão na gestão dos recursos destinados à saúde indígena.
O vice-presidente da Funai, Roberto Lustosa, disse que os índios pedem também o afastamento do coordenador da Funasa no Maranhão e não aceitam a assinatura de um convênio com a ONG Missão Evangélica Caiuá, de Mato Grosso do Sul, para atuar na saúde indígena.
Nesta sexta-feira (10) está prevista uma reunião entre as lideranças indígenas e representantes da Funai e da Funasa na terra indígena Caru, localizada no município de Bom Jardim (MA) para discutir as reivindicações. (Folha Online)