Ao todo, a equipe da Universidade da Bretanha Ocidental, na França, analisou nove amostras de sedimentos e encontrou diversas populações de procariontes (organismos unicelulares sem núcleo). Os micróbios não estão apenas vivos, mas ativos e se reproduzindo.
A descoberta surpreendeu porque o ambiente é altamente inóspito. Para começo de conversa, quente demais para suportar qualquer tipo de vida conhecida na superfície. A maior surpresa, no entanto, foi encontrar, entre os micróbios, alguns do grupo Archaea anaeróbicos que usam o gás metano em seu metabolismo. “Eles nunca tinham sido vistos antes em áreas tão profundas, embora sejam encontrados em grandes números em áreas mais rasas”, afirmou o autor principal do estudo, John Parkes, ao G1.
O achado indica que a vida pode ser mais comum nas profundezas da Terra do que se pensava. “Há números enormes de micróbios no interior do planeta”, afirmou Parkes.
Mais ainda, mostra que a vida pode surgir mesmo em ambientes dos mais desencorajadores – o que reforça a possibilidade de se encontrar organismos vivos em outros planetas, mesmo que sejam apenas micróbios. “Só porque a superfície de um planeta é muito extrema para o desenvolvimento de vida não quer dizer que não pode haver vida microscópica nas profundezas”, disse o cientista.
Os resultados foram apresentados nesta semana na revista especializada “Science”. (Fonte: G1)