O governo de Roraima decretou na manhã deste domingo (5) estado de calamidade pública por causa das fortes chuvas que já deixaram centenas de desabrigados. O Estado está isolado por via terrestre e há risco de desabastecimento de alimentos e combustíveis, que chegam ao Estado por Manaus.
Este é o inverno mais rigoroso dos últimos 25 anos, segundo o governador Anchieta Júnior (PSDB). Aproximadamente 25 mil alunos do interior terão as férias escolares antecipadas devido às chuvas. Rios e igarapés transbordaram, deixando os 14 municípios do interior isolados da capital. Nove deles já decretaram situação de emergência.
O nível das águas do rio Branco, que banha o Estado, está com 9,76 metros, apenas quatro centímetros abaixo da maior cheia que atingiu Roraima, em 1976. As águas do rio cobriram um bairro inteiro de Boa Vista. Todos os moradores foram retirados pela Defesa Civil e alojados em abrigos. O número de desabrigados e desalojados ainda não foi divulgado.
A região mais atingida pelos alagamentos é o sul do Estado, na divisa com o Amazonas. A BR-174, única ligação terrestre com o restante do país está inundada, tanto no trecho que liga Roraima ao Estado vizinho, quanto na fronteira com a Venezuela.
O governador viajou para Brasília logo após assinar o decreto. Ele disse que irá se reunir nesta segunda-feira (6), em Brasília, com os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e das Cidades, Mário Negromonte, em busca de recursos para o Estado. O governo de Roraima, no entanto, ainda não calculou os prejuízos nem sabe quanto será necessário investir para minimizar os problemas das cheias.
O governador informou que disponibilizará aviões e barcos para fazer o transporte de pessoas, produtos de primeira necessidade e combustível. As Forças Armadas vão auxiliar na reconstrução de pontes e estradas e na remoção de moradores. Ele solicitará à Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a doação de 300 quilos de alimentos não perecíveis para os desabrigados.
De acordo com a meteorologia, a previsão de chuvas para o mês de maio era de 300 a 450 milímetros, porém choveu 600 milímetros. Para o mês de junho, a precipitação prevista é a mesma. (Fonte: Andrezza Trajano/ Folha.com)



