Verão na cidade de São Paulo teve chuva 9% acima do esperado, diz CGE

O verão 2015/2016 foi o sétimo mais chuvoso na cidade de São Paulo desde 1995, início da série histórica registrada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura. A capital registrou 718,5 mm de chuva, em média, nas 31 estações do CGE espalhadas pela cidade. O volume é 9% acima do esperado para a estação (658,7 mm).

Sob influência do El Niño, que é caracterizado pelo superaquecimento das águas de superfície do Oceano Pacífico, o verão 2015/2016 registrou temperaturas mais elevadas na capital. O fenômeno também favoreceu a ocorrência de temporais, principalmente nos finais de tarde, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências. O verão acabou na madrugada de domingo (20), quando começou o outono.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também registrou chuva e temperaturas acima da média durante o verão na cidade de São Paulo. As medições feitas no Mirante de Santana, na Zona Norte, são usadas para registros históricos da capital paulista.

Verão, mês a mês – Dezembro apresentou chuvas 3,7% acima da média na cidade de São Paulo e as temperaturas mínimas e máximas também superaram a expectativa, de acordo com o CGE. Janeiro teve temperaturas dentro do previsto e chuvas 22% abaixo da média histórica.

Em janeiro, foi registrado o maior índice pluviométrico já aferido em uma estação do CGE em 24 horas, quando a estação de Itaim Paulista, na Zona Leste, marcou 142,8 mm no dia 9. Já fevereiro foi o mais chuvoso para o mês nos últimos 16 anos, com chuvas 31% acima da média histórica. As temperaturas ficaram dentro do esperado.

O mês de março segue, até o momento, com temperaturas mínimas e máximas próximas ao esperado e com 98% do índice pluviométrico médio calculado para o mês – tudo indica que deve terminar superando a média.

Previsão para o outono – O outono é uma estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco. No decorrer dessa estação, o CGE prevê gradual diminuição no volume e na frequência das chuvas. A queda das temperaturas também ocorre de forma gradativa por causa de noites cada vez mais longas e maior frequência de massas de ar frio de origem polar que atingem a Grande São Paulo.

O fenômeno El Niño, mesmo enfraquecido, deve influenciar a estação com chuvas acima do normal no mês de abril, segundo o meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências Thomaz Garcia. Já em maio e junho, as precipitações devem ficar ligeiramente abaixo do esperado.

A partir da segunda quinzena de abril, com o El Niño ainda mais enfraquecido, são esperadas incursões de massas de ar frio mais frequentes e duradouras, causando por vezes acentuado declínio das temperaturas.

Fenômeno El Niño – O fenômeno El Niño é caracterizado pelo superaquecimento das águas de superfície do Oceano Pacífico e causado por uma desaceleração dos ventos alísios, que sopram na direção oeste perto do Equador. Na falta de algo que transporte o calor na direção do Oceano Índico, as águas do Pacífico ficam “cozinhando” ao sol, sem se moverem muito, e acabam mais quentes.

Por causa do fenômeno, também ocorrem mudanças da circulação da atmosfera, o que impacta na distribuição das chuvas em regiões tropicais. Isso resulta em mais chuva em algumas áreas, por causa do aumento da umidade nesses locais, e seca em outras regiões porque o ar quente impede a formação de nuvens mais carregadas. (Fonte: G1)

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