O surto de aftosa foi primeiro detectado na sexta-feira passada (03). As investigações iniciais indicam que o surto na cidade de Wanborough (50 quilômetros sudoeste de Londres) poderia ser fruto de um vírus que há anos não era detectado em nenhuma parte do mundo e que existia apenas em um laboratório na região próxima às fazendas atingidas.
Para evitar que a doença se espalhe ainda mais, o governo ordenou a proibição da movimentação de gado pelo país. Sem animais para o abate, autoridades britânicas estão recomendando que indústria intensifique compras de Brasil e outras regiões para evitar falta uma aumento exagerado de preços.
A orientação vem em um momento em que os produtos do Reino Unido estão em uma verdadeira guerra contra o Brasil. Isso porque as exportações nacionais de carne vêm aumentando a cada ano. Segundo a Associação de Pecuaristas da Irlanda, quase uma fazenda de gado desapareceu por mês em 2006 diante da concorrência brasileira.
Para barrar o produto nacional, a desculpa encontrada foi a de alegar que a carne brasileira não cumprir as determinações fitossanitárias. Mas a própria UE não aceitou os argumentos dos britânicos e deu até o final do ano para que o Brasil cumpra com as determinações fitossanitárias.
Agora, além da concorrência brasileira, os britânicos terão de enfrentar o embargo de toda a Europa e de seus principais mercados, o que pode ter conseqüências desastrosas para o setor. 90% da produção do país é destinada à exportação. No ultimo surto de aftosa, em 2001, os prejuízos chegaram a US$ 20 bilhões e 7 milhões de animais foram abatidos. (Estadão Online)



