A fumaça esconde o sol nas tardes da primavera. As chamas se espalham no cerrado, em uma região onde não chove regularmente há 60 dias. A situação é de alerta.
O fogo destrói a vegetação nativa exatamente na época da floração e formação dos frutos do cerrado.
Sem controle, as queimadas acabaram se tornando uma ameaça constante. Em um vilarejo, 16 casas foram destruídas pelo fogo. Restaram os escombros das casas de taipa que tinham cobertura de palha. “A gente tirou as crianças e os documentos. Outros não tiveram tempo de tirar nem o documento. Foi muito rápido. Dá muito medo mesmo”, conta o trabalhador rural Raimundo Vieira.
Muitos moradores são lavradores e estavam no campo quando as casas foram atingidas.
O agricultor Antônio Gomes da Silva perdeu tudo com o incêndio. “São as coisinhas que a gente tinha. Queimou tudo. Perda total. Com fé em Deus, a gente vai lutar, batalhar, para conseguir tudo de volta”, diz. (Fonte: G1)