Ibama vistoria válvula que causou vazamento de petróleo no mar do RS

Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram nesta quarta-feira (1º) em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, para vistoriar novamente a área atingida pelo vazamento de petróleo da última quinta-feira (26).

De acordo com o órgão, foram levantadas informações sobre o equipamento que teria causado o acidente: uma válvula de segurança breackaway, que foi apreendida pela Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal (PF) para a realização de perícia.

O vazamento ocorreu a seis quilômetros da costa, durante uma operação de descarregamento de petróleo de um navio para uma monoboia da Transpetro. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o volume de óleo despejado no mar foi de 1,2 metros cúbicos (1,2 mil litros), mas a PF estima que o volume seja bem maior, de 20 metros cúbicos (20 mil litros).

Na terça-feira (31), o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, localizado em Imbé, enviou documento oficial ao Ibama e informou que até o momento não recebeu nenhum animal afetado pelo vazamento de petróleo.

Segundo o biólogo e coordenador do Centro de Reabilitação do Ceclimar, Maurício Tavares, entre o dia 26 e 31, o órgão recebeu apenas três animais mortos: uma toninha, um talhamar e uma corvina, mas nenhuma das espécies apresentava qualquer evidência externa de contaminação por óleo.

Um dia depois do vazamento em Tramandaí, a Patrulha Ambiental da Brigada Militar afirmou que encontrou cerca de 10 animais mortos na beira da praia, como peixes, aves, siris e uma tartaruga. Suspeitava-se que a morte dessas espécimes tivesse relação com o incidente ambiental, o que acabou não se confirmando. (Fonte: G1)