Na semana passada, em entrevista coletiva, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, garantiu que não faltará biodiesel no mercado para a adição de 2% ao diesel que será vendido em todos os 35 mil postos do País. Pelas contas do ministro, serão necessários, ao todo, cerca de 840 milhões de litros do biocombustível neste ano. A usinas instaladas no País têm uma capacidade de produção bem superior, de cerca de 2,5 milhões de litros.
O que deve gerar dúvidas, nesse início de obrigatoriedade da mistura, é o comportamento dos preços. O governo acredita que o fato de biodiesel ser mais caro do que o diesel comum não deverá levar a um aumento no preço do diesel nos postos. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), porém, já alertou que, com a adição do biodiesel, o litro do diesel na bomba (que hoje custa, em média R$ 1,80), poderá subir em até R$ 0,02.
O biodiesel é produzido a partir de sementes oleaginosas, como a soja, a mamona e o dendê, entre outras. O programa nacional de uso desse combustível, lançado em 2004, é a “menina dos olhos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A lei que dá base ao programa, promulgada em 2005, estabelece que, em 2013, o porcentual obrigatório da mistura deverá subir para 5%. Já há muito tempo o governo vem anunciando que pretende antecipar para 2010 essa nova meta de mistura. Mas, por enquanto, essa decisão ainda não foi oficializada. (Estadão Online)



