No centro do Quadrilátero Ferrífero, maior produtor do minério de ferro do país, comunidades locais barraram projeto da Vale e ajudaram a criar Parque Nacional Serra do Gandarela.
“Corre, a barragem estourou! Corre todo mundo!”. Os gritos de Paula Geralda Alves e a buzina da pequena moto dela, apelidada carinhosamente de Berenice, foram a sirene que não tocou em Mariana (MG), quando a barragem da Samarco – de propriedade da Vale e da holandesa BHP – se rompeu em 2015.
Um dos piores desastres ambientais da história dos Estados Unidos, o vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010, já custou à petroleira britânica BP, principal empresa envolvida, mais de US$ 65 bilhões (R$ 238,5 bilhões) – e a conta continua a aumentar.
Em agosto de 2016, cerca de 9 meses depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, as mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton tornaram públicos os resultados de uma investigação independente contratada para entender as causas do que se tornou o maior desastre ambiental do país.
Segundo promotor Guilherme de Sá Meneghin, termo encerra ação principal na cidade. Atingidos devem se reunir de forma individualizada com a Renova, e não há uma data precisa para pagamento.
Dois anos depois, diagnóstico dos danos causados no maior desastre ambiental do Brasil ainda não foi concluído. Previsão é que remoção de resíduos acabe em 2020, e estima-se que R$ 2 bilhões sejam pagos em indenizaçõ