No total, informou o Governo, foram vendidos quatro milhões de permissões no marco de um plano que estabelece os esforços que cada país assumirá para cortar os gases do efeito estufa e as possibilidades oferecidas pelo armazenamento de CO2.
No marco da segunda fase do ETS (2008-2012), a UE estabeleceu um teto para as emissões de 12.000 fontes poluentes em todo o território do bloco, incluindo os setores energético e de indústria pesada, que são os responsáveis por quase metade da produção de gases do efeito estufa.
Os grupos de defesa do meio ambiente pediram que o dinheiro arrecadado seja dedicado a melhorar a eficiência energética de indústrias e lares, e ajudar os países pobres a se adaptarem à mudança climática, mas o Executivo britânico explicou que não deve destinar esse dinheiro a setores pré-determinados.
O secretário de Estado para Energia e Mudança Climática, Mike O’Brien, disse que o leilão de hoje “demonstra a contínua liderança do Reino Unido na redução das emissões de CO2 como parte da luta contra os perigos da mudança climática”.
“A aplicação do ETS é crucial para manter o mais baixo possível o custo para a indústria e a economia na luta contra a mudança climática”, acrescentou O’Brien.
Para o secretário de Estado, a resposta das empresas perante este leilão demonstra “a importância de usar o mercado para reduzir as emissões e criar os incentivos necessários para o desenvolvimento de uma tecnologia pouco contaminante”.
As organizações Oxfam e World Wild Fund (WWF) pediram ao Governo trabalhista de Gordon Brown que o dinheiro arrecadado, que segundo seus cálculos chegará a 1,6 bilhão de euros para o ano de 2012, seja investido em reconverter o modelo da economia britânica e fazer de sua indústria um setor menos contaminante.
“Esta batalha não pode ser ganha se não encontramos o dinheiro para investir em soluções e para iniciar indústrias ecológicas”, disse Keith Allott em nome da WWF.
O objetivo central, disse Tom Delay, diretor-executivo da Carbon Trust, organização criada pelo Governo britânico em resposta à mudança climática, é “utilizar uma tecnologia não contaminante que nos ajude a reduzir nossas emissões de dióxido de carbono em 80% para 2050”. (Fonte: Yahoo!)